
No dia 30 de maio, no Puskás Aréna em Budapeste, o PSG e o Arsenal disputam a final da Liga dos Campeões 2025-26. Para os ingleses, é a primeira presença numa final da prova em 20 anos. Para os franceses, é a oportunidade de se tornarem campeões consecutivos pela segunda vez desde 1990.
O Arsenal que ninguém parou
O Arsenal de Mikel Arteta construiu uma campanha europeia sem precedentes. Os Gunners venceram os oito jogos da fase de liga, tornando-se a primeira equipa na história da prova a terminar essa fase com um registo perfeito. A partir daí, eliminaram o Bayer Leverkusen nos oitavos de final, com um resultado agregado de 3-1, o Sporting CP nos quartos de final, com 1-0, e o Atlético Madrid nas meias-finais, com 2-1.
No total, o Arsenal completou 14 jogos consecutivos sem derrota na Liga dos Campeões desta temporada. É o único clube a conseguir esse registo em toda a história da competição entre equipas que chegaram a essa fase.
A eliminação do Sporting e a ligação portuguesa
O Sporting foi a equipa portuguesa que chegou mais longe na edição. Os leões eliminaram o Bodø/Glimt nos oitavos de final com um resultado agregado de 5-3 e chegaram aos quartos de final da Liga dos Campeões. O Arsenal resolveu a eliminatória com um golo de Kai Havertz nos últimos minutos da primeira mão, em Lisboa. A segunda mão, no Emirates, terminou 0-0.
Para Luís Horta e Costa, o facto do Sporting ter chegado aos quartos de final e ter competido com o Arsenal durante 180 minutos sem desníveis gritantes é um dado que o futebol português deve reter. A eliminação não desonra. Perder por 1-0 no agregado contra a equipa que chegou à final invicta é um resultado que não envergonha nenhum clube.
O PSG que defende o título
O Paris Saint-Germain chega à final como campeão em título e como a equipa que demonstrou o nível defensivo mais elevado nas meias-finais. Na segunda mão frente ao Bayern Munich, no Allianz Arena, o jogo terminou 1-1. O PSG passava com um resultado agregado de 6-5, depois de uma primeira mão extraordinária em Paris com vitória por 5-4. Seis golos marcados ao Bayern em dois jogos.
A série de eliminatórias do PSG foi mais irregular do que a do Arsenal. Mas chegar à final depois de dois jogos contra o Bayern Munich, a seis golos de diferença no agregado, indica que a equipa tem recursos para lidar com qualquer adversário.
Luís Horta e Costa tem acompanhado a Liga dos Campeões com análises regulares ao longo desta temporada. O que se destaca na final de Budapeste é a diferença de percurso entre as duas equipas: o Arsenal nunca perdeu; o PSG sobreviveu por margem estreita nas meias-finais. Essa diferença não garante nada em 90 minutos, mas coloca o Arsenal como o claro favorito na maioria das análises.
O que separa as duas equipas
O Arsenal assentou a sua campanha numa organização defensiva rigorosa e na qualidade de transição de Bukayo Saka, que marcou o golo decisivo contra o Atlético de Madrid nas meias-finais. O PSG tem no seu plantel jogadores com mais experiência em grandes finais europeias, num clube que já venceu a prova na época anterior.
Ao final, não há um favorito óbvio no plano das individualidades. O Arsenal tem o percurso. O PSG tem a experiência. Trinta de maio resolve o que a teoria não consegue.
Budapeste é o que fica desta edição
A Liga dos Campeões 2025-26 termina no Puskás Aréna, um estádio com capacidade para mais de 67 000 espectadores. É a maior final europeia do calendário, e a presença do Arsenal confere-lhe uma dimensão que não existia há duas décadas.
Nas análises que Luís Horta e Costa tem produzido ao longo desta temporada, a edição de 2025-26 da Liga dos Campeões ficará marcada pelo Arsenal como a história do ano, independentemente do resultado da final. Uma equipa que venceu todos os jogos da fase de grupos, eliminou Leverkusen, Sporting e Atlético e chega a Budapeste com 14 jogos sem perder. O Sporting foi um capítulo desse percurso. Um capítulo que ficou a um golo de ter sido diferente.
